terça-feira, 30 de novembro de 2010

Encerrando Ciclos.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração. E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar! Desprender-se!
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!"
Fernando Pessoa.

Guerra no Rio de Janeiro.

A cidade maravilhosa que todos têm como ponto turístico está em guerra e onde vamos parar? Já não é a primeira vez que a cidade tropical mais bem vista está em caos total. Antes foi a tragédia das chuvas, em abril e agora o fim dos tempos.

Os dias foram se passando e já estamos chegando a uma semana de guerra declarada, onde as pessoas não saem de casa e não existe mais a vivência de antes. Agora mais ainda pelos morros estarem sendo tomados pelos policiais, militares e todo armamento que o estado tem, mas que nunca foi usado adequadamente, deixando a cidade ficar nessa caos.

Todos falam em melhoria, mas será mesmo que teremos? E a paz? Pra onde os bandidos estão indo? Pois é, eles não vão sossegar e não vão para escola e/ou arranjar um trabalho digno. Acho que ninguém ainda pensou nisso e é por conta disso que a preocupação dos cariocas aumentam cada vez mais.

"Os Cariocas pedem paz !"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Passo a passo dos últimos dias.

E a última semana se aproxima, de domingo a domingo o trabalho só aumenta e aos poucos a tensão aumenta junto, por algum tempo só cabe em você esse trabalho, por alguns momentos nada mais interessa a não ser a vitória. Debaixo de sol ou de chuva você não para, você quer mais, quer fazer mais pra não correr o risco de perder um minuto que seja de trabalho. Ele pode ser fatal depois. A campanha não para e o trabalho não diminui, eu quero mais. Estou viciada em adrenalina. Sonho com o trabalho e acordo pensando no que tenho que fazer. O cansaço está estampado no rosto abatido, na olheira, no olhar. Mas a força de vontade continua intacta, alias, mentira, a cada dia de cansaço a força de vontade aumenta, e a cada dia que passa a vitória é mais próxima. Ilusão? Creio que não, diria que é esperança. (Desiree Lourenço)
Terça-feira começa turbulenta, as horas começam a voar, os dias continuam os mesmos, a sensação de que a vida voltará ao normal e monótona dá um certo desespero e ao mesmo tempo um alívio. E com tudo, começa acontecer o que não deveria, tudo para de funcionar. Mas mesmo assim, os sonhos (mesmo com noites mal dormidas) não deixam de existir. Mais um dia sonhando com você! Bom dia terça-feira!
Mas o dia hoje começou mau! Mais uma noite de sonho com você, só que dessa vez por um lado ótimo e por outro péssimo. Acordar pensando nele e ter a sensação ruim é começar o dia com pé esquerdo. Além disso, o stress da vida resolveu atormentar. Não conseguir resolver as coisas é a pior coisa que tem. Dia do pé esquerdo não é um bom dia. Péssimo dia quarta-feira!
Agora falta pouco, 3 dias. Os dias vão se passando e a sensação de mais uma aprendizagem foi concluída permanece. Tempo? Isso não faz parte do meu vocabulário há alguns meses e agora fico ansiosamente esperando para a outra semana começar, mas sem ter fim. O dia de hj começando bem monótono, os pensamentos e o q me espera lá na frente não param de me preocupar. Eu só quero estar bem novamente! Bom dia quinta-feira.
E a sexta-feira chegou, agora não é aquela que tanto esperava, pois significa o fim de uma longa caminhada. Tantos trancos e barrancos, mas sobrevivemos, agora é só esperar o resultado, mesmo que não seja algo bom podemos dizer: valeu a pena, uma aprendizagem como nenhuma outra. Sendo o 'último' dia, lembro-me de tudo desde o primeiro momento e como as coisas foram caminhando. Bate saudade, bate desespero e bate o alívio. Bom dia !
O FIM se aproxima e o ÚLTIMO dia está próximo. Os meses se passaram e os fatos não foram esquecidos. As noites mal dormidas, os aborrecimentos, as angustias, as sensações de que você foi pelo caminho errado ainda não se perderam. Agora não importa mais nada, é só esperar e ver o que vai dar. Tento não me desesperar, mas é difícil. Último sábado, último debate, último monitoramento, último DIA! Bom dia.

Trabalho perdido? Será? O desanimo bate depois de uma luta não ganha. Parece que todos esses meses, que mais parecem anos, foram desperdiçados. Vontade de desistir, vontade de jogar tudo pro alto. “Não sirvo pra isso” eu penso.

Respira. Respira fundo agora. Vamos ver o que é verdade e o que não é. Fizemos parte da primeira eleição onde a internet, principalmente as redes sociais, estavam ativamente presentes. Fizemos parte de um segundo turno histórico onde cada um de nós pode levar o orgulho de ser responsável por ele ter existido, pois nós fomos. Somos os poucos que nos multiplicamos e nos tornamos muitos.

Entramos de gaiato em um navio em alto mar. Caímos no mundo desconhecido, conhecemos uma população nova, nos adaptamos, nos envolvemos e nos tornamos mais do que simples soldados. A cada entrevista, a cada debate, a cada batalha mostramos a nossa força e não desistimos até o final.

Agora levantemos a cabeça, pois daqui há 4 anos, ou 2, nas próximas eleições quando falarem por aí “ganhei o jogo na internet” nós responderemos “quem inventou as regras do jogo, fomos nós.” (DeL – com alterações)

Não estou aqui dizendo um ‘adeus’, mas sim um ‘até logo’. – José Serra (31/11/2010)

É dessa forma que sentimos o fim da grande guerra que participamos, e que hoje não dizemos derrota como os jornalistas se referem, mas sim uma batalha muito grande onde alguém teria que ser prevalecido e uma imensa gratidão de ter tirado dessa luta uma aprendizagem que não teríamos em nenhum outro lugar.

Mesmo não ganhando posso afirmar: MISSÃO CUMPRIDA !